Vídeo - Medeia
Cenas do trabalho Medeia, realizado em 2012, pelo coletivo Sáfaro.
Saiba mais sobre o processo Medeia, do coletivo Sáfaro.
Construíram este processo os artistas: Leonardo França, Luiz Falcão, Ronaldo Dimer, Natascha Zacheo, Juliana Straub, Edu Brisa, Renato Teixeira, Julio Razec, Samuel Gambini e Mariana Waechter.
e um "bônus-track":
Encontro - Sáfaro e Pedro Franz
Um salve para o Pedro Franz, que veio a São Paulo para o lançamento do seu terceiro trabalho em quadrinhos, e nos prestigiou com sua visita e com uma longa e interessante conversa sobre seu processo criativo.
MEDEIA - Lamento da Ama
A cólquida dói deixada para traz. Lambuzada da lama que outrora a enriqueceu, mas que agora a consome. As usinas só abrigam ratos. Os ratos não tem esperança. Não há mais prole. Não há |mais prole. Não há mais prole. Não há mais pai nem pele nem pedaço nem povo nem portas nem porões nem palavras nem prostitutas nem pederastas nem petróleo nem projetos nem paisagens nem pessoas nem pêndulos nem preâmbulos nem parênteses nem paredes nem predicados nem pronomes pessoais nem performances.
MEDEIA - Jabor-Marcola
Eu li, eu leio. Eu li três mil livros na prisão. Eu leio Dante. Eu sou o cu de Dante no Inferno. Eu sou um suvenir das profundezas. Não adianta me prender.
Agora estamos ricos com a multinacional do pó. Agora estamos no centro do insolúvel.Agora estamos ricos com a multinacional do pó.
Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto, leio Dante na prisão. Não há mais proletários, nem excluídos nem explorados.
Na favela tem cem mil homens-bomba. Na Favela tem cem mil homens bomba. A morte para nós é um presunto diário desovado numa vala.
Agora estamos ricos com a multinacional do pó. Agora estamos no centro do insolúvel.Agora estamos ricos com a multinacional do pó.
Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto, leio Dante na prisão. Não há mais proletários, nem excluídos nem explorados.
Na favela tem cem mil homens-bomba. Na Favela tem cem mil homens bomba. A morte para nós é um presunto diário desovado numa vala.
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